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Ajuda Externa: Autarca socialista diz que radicalização do discurso do PS “não é conveniente” (C/VÍDEO)

Baião, 07 abr (Lusa) – O presidente socialista da Câmara de Baião, José Luís Carneiro, antigo chefe de gabinete de Francisco Assis no Parlamento, defende que “a radicalização” do discurso do PS “não é conveniente para economia”.
“Julgo que o PS deveria, neste momento, optar por um outro tipo de discurso. Não é conveniente para a economia portuguesa e para a situação política haver radicalização do discurso político, porque em si mesmo contribui para aumentar a desconfiança sobre a economia e sobre o país”, sustentou em entrevista à agência Lusa.
José Luís Carneiro considera que o país está “num quadro de bloqueio político, porque tem um Governo de gestão, confortado com um quadro pré-eleitoral que radicaliza os discursos”.
Estendendo a crítica de radicalização excessiva ao PSD, José Luís Carneiro recorda que “qualquer partido que ganhar as eleições tem de se sentar à mesa com os restantes parceiros político-partidários”.
“A radicalização enfraquece a possibilidade de, no futuro imediato, nos podermos sentar à mesa e em conjunto encontrar uma plataforma política alargada que permita a tomada de decisões muito difíceis”, acentuou o autarca socialista.
À Lusa, José Luís Carneiro relacionou o discurso atual de José Sócrates com “algum desgaste” e “sentimento de injustiça”.
“É natural que hoje se sinta injustiçado, quando sente que tem de tomar medidas que vão contra um conjunto de bandeiras com as quais se identifica. Compreendo essa dimensão de mágoa e sentimento de injustiça”, observou.
José Luís Carneiro salientou que o pedido de ajuda externa por Portugal era “inevitável” na conjuntura atual o país e pode ser benéfica para o país.
“À luz das informações que têm vindo a púbico, julgo que haverá vantagens, neste momento, em Portugal poder dialogar no sentido de acionar a ajuda externa para auxiliar a economia, dado que estamos confrontados com situações que têm a ver com o próprio pagamento de salários em entidades relacionadas com o Estado”, explicou.
Carneiro deixa críticas aos partidos da oposição por não terem viabilizado o PEC4, considerando que o fizeram à luz de “uma sofreguidão pelo poder”.
“Se os partidos da oposição não estivessem com a sofreguidão de chegar ao poder, de quererem ganhar e de verem aí uma oportunidade para alcançar esse objetivo, julgo que haveria condições para um diálogo entre os principais partidos”, defendeu.
Para o edil de Baião, a estratégia da oposição fez com que “dia a pós dia, o país assista à degradação permanente das condições de financiamento”.
O dirigente socialista considera, por outro lado, que “as questões internas do PSD conduziram Pedro Passos Coelho para essa situação”.
“O Dr. Rui Rio é uma personalidade que aparece hoje como uma forte alternativa à liderança do PSD. É evidente que o Dr. Passos Coelho foi confrontado com essas forças internas que lhe deram conta que, se não tomasse a decisão de provocar a queda do governo, a sua liderança correria riscos, podendo acontecer o mesmo que a outras lideranças”.

APM.
Lusa/fim 
    

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