Amarante vai construir um complexo habitacional para alojar cerca de 40 pessoas de uma comunidade que vive em “condições indignas”, num investimento estimado de 2,34 milhões de euros, disse hoje à Lusa o presidente da câmara.
Jorge Ricardo refere que se pretende com o empreendimento constituído por 12 casas melhorar as condições de vida daquele grupo de pessoas identificado num levantamento realizado pelo município, no âmbito pela Estratégia Local de habitação.
Aquele levantamento apurou a necessidade de disponibilizar no concelho do distrito do Porto mais cerca de 300 casas a famílias carenciadas, incluindo as pertencentes àquela comunidade.
Ao todo, acrescentou o autarca, a Estratégia Local de Habitação em Amarante aponta para a construção ou reabilitação de 225 casas, 149 das quais novas, num investimento global de cerca de 16 milhões de euros, apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). As casas serão disponibilizadas em regime de renda acessível, anotou.
“Não há discriminação nenhuma” – considera Jorge Ricardo
Em relação ao complexo habitacional constituído por 12 casas, já foi lançado concurso público para a repetitiva empreitada, formalmente designado em Diário da República como “Construção de Alojamento para Comunidade de Etnia Cigana”.
Questionado sobre se a expressão “Construção de Alojamento para Comunidade de Etnia Cigana” traduzia algum tipo de discriminação, Jorge Ricardo negou essa possibilidade, referindo que em Amarante “não há discriminação nenhuma, antes pelo contrário”.
“Temos lugar para todos, todos, todos”, exclamou, destacando que as 12 casas estarão entre as 225, “um pouco por todo o concelho”, que beneficiarão famílias carenciadas.


