O presidente da Câmara de Paços de Ferreira, Humberto Brito, mostrou-se hoje satisfeito com a possibilidade de o Governo reforçar a verba para a requalificação da estação de tratamento de águas residuais (ETAR) de Arreigada.
“O que resultou depois da intervenção do engenheiro Pimenta Machado, hoje presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, é que haverá mais financiamento para esta ETAR”, afirmou o autarca, em declarações à agência Lusa.
Humberto Brito referia-se à intervenção de hoje do responsável da APA, na Comissão Parlamentar do Ambiente e Energia, para a qual também foi convidado o presidente da câmara daquele concelho do distrito do Porto.
“Aquilo que hoje ficámos a saber é que o atual Governo, depois de muita insistência do município de Paços de Ferreira, preparara, no âmbito de uma reprogramação do 2030 e do PRR, um financiamento destes programas para contribuir que estas estações de tratamento possam ser concretizadas em pleno”, avançou.

O autarca recorda que o aviso do Governo, que se encontra aberto, prevê uma verba de 45 milhões de euros destinada à requalificação de sete estações de tratamento no norte do país. Aquele montante, segundo Humberto Brito, é insuficiente porque, avisa, só a construção do equipamento de Arreigada implicará um investimento superior a 20 milhões de euros, segundo as previsões dos técnicos.
Na comissão parlamentar, o presidente da câmara fez hoje o ponto de situação do dossier da ETAR de Arreigada, informando os deputados que até ao final de março a concessionária de água e saneamento no concelho apresentará a candidatura ao aviso aberto pelo Governo para ampliação do equipamento.
“O município sozinho nunca o conseguirá fazer”
Humberto Brito espera que haja da tutela abertura para o financiamento de uma obra que resolva definitivamente um problema antigo.
“É muito dinheiro e só o Governo, através dos instrumentos públicos e fundos comunitários, nos pode ajudar nesta tarefa, porque o município sozinho nunca o conseguirá fazer”, exclamou.
Em 2018, Paços de Ferreira requalificou a atual ETAR, investindo cerca de cinco milhões de euros, concluindo-se mais tarde que a obra não resolveu definitivamente o problema.
Por isso, o município processou judicialmente os promotores da intervenção (projetista, empreiteiro e fornecedor dos equipamentos), ação que ainda corre trâmites, exigindo ser ressarcida do valor investido.
Os problemas de funcionamento da ETAR manifestam-se, pontualmente, em situações de descargas poluentes para o rio Ferreira que têm provocado protestos das populações, sobretudo do Lordelo, no concelho vizinho de Paredes, a jusante do equipamento.









