César Peixoto está de regresso ao comando técnico do FC Paços de Ferreira, 18º e último classificado da I Liga, quase três meses depois de ter sido substituído por José Mota.
O antigo internacional português, de 42 anos, começou a época no clube, no entanto, saiu ao fim de dez jogos, em outubro, devido aos maus resultados. Foi substituído por José Mota, a quem agora sucede.
Em conferência de imprensa, César Peixoto agradece à direção do Paços de Ferreira pela confiança renovada, assume que regressar é um risco, para o clube e para a sua carreira, mas também demonstrou confiança em dar a volta ao mau momento da equipa.
“Seria mais fácil ficar em casa. Tinha contrato com o clube, é um clube cumpridor e estava a receber exatamente da mesma forma. É um risco voltar aqui, até para a minha carreira, mas eu acredito no meu trabalho, nas pessoas, no projeto que tinha, que foi interrompido, naturalmente, porque não tinha resultados, e daí não haver mágoa nenhuma. O futebol é mesmo assim, o treinador vive de resultados”, reconhece.
“Venho muito convicto de que posso fazer melhor, tentar dar a volta. Vai ser muito difícil, como é óbvio: não sou burro nem estúpido ao ponto de pensar que isto agora vai ser tudo um mar de rosas. Temos de estar todos unidos e e temos de acreditar que é possível. Acho que vai ser até à última, até ao último jogo, mas nós vamos acreditar até ao final”, acrescentou.
César Peixoto revela que haverá ajustes no plantel. Decisão confirmada pelo presidente do Paços de Ferreira, que adianta, ainda, que o contrato do treinador é para cumprir até ao fim, aconteça o que acontecer.
“Sem dúvida. Contrato é para ser cumprido. Tem a duração de ano e meio, a que tinha anteriormente. É o reatar das mesmíssimas condições que havia anteriormente”, sublinha Paulo Meneses.
Diante de uma “situação que faz história no futebol em Portugal”, ao “fazer regressar um treinador na mesma época em que sai”, Paulo Meneses assumiu a “necessidade de mais dois ou três jogadores que possam ser titulares”, horas depois do regresso do brasileiro Maracás, que se juntou a Alexandre Guedes entre os reforços assegurados no mercado.
“Passou-se a ideia de que havia um pedido dos jogadores para que esta equipa técnica voltasse. Nunca permitiria que um treinador fosse escolhido pelos atletas. Se houvesse algum domínio da parte deles, com certeza que César Peixoto não teria saído”, concluiu.
A viver o pior arranque de sempre em 24 participações no escalão principal, o Paços de Ferreira tem apenas dois pontos, estando já a cinco do Marítimo, 17º colocado, a 10 do Gil Vicente, 16º, e a 11 do Santa Clara, último clube nos lugares de permanência direta.
Paulo Meneses admite que, no início da época, os objetivos do Paços “eram muito mais acima” do que agora, em que a meta é a manutenção:
“Acredito que vamos conseguir os nossos objetivos. É este o caminho que vamos traçar, é o retomar de um projeto em que acreditamos.”
O Paços de Ferreira recebe o Desportivo de Chaves, 10º colocado, com 19 pontos, no domingo, a partir das 15:30, no Estádio Capital do Móvel, para a 15ª jornada da I Liga.







