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VÍDEO 4K: Entrevista ao escritor Alberto Santos: “Escrever exige tempo, solidão e abstração”

“São conversas, são pequenas leituras, são pequenas viagens que nos põem em contato com uma determinada personagem” – afirma o autor

 

Uma das facetas da vida do penafidelense Alberto Santos é a sua atividade, intensa, como escritor. Recentemente editou o seu sexto romance, “Senhora das Índias”, onde conta a história apaixonante de uma mulher portuguesa num lugar longínquo do Industão, datada nos séculos XVII (final) e XVIII (início).

 

Os seus livros já o levaram a vários lugares do mundo, mas Penafiel, de onde é natural, continua a inspirá-lo e a ter presença nos seus escritos.

“O nosso concelho tem uma riqueza que eu considero extraordinária, uma riqueza não só patrimonial, mas simbólica. Portanto, à medida que os fui e vou descobrindo, tenho sempre essa tentação de me  inspirar nisso para poder contar uma história”, revelou o escritor em entrevista ao TâmegaSousa.pt.

Um dos exemplos é o livro a “Arte de Caçar Destinos”, editado em 2017, ambientado em lugares e tradições de Penafiel.

“Devo muito à minha terra, devo muito à minha região e ao meu país. No fundo, aquilo que eu sou vem também da herança cultural, da bacia cultural onde eu nasci. Portanto, as memórias da minha infância, o meu crescimento, a forma como a minha personalidade foi esculpida ou desenhada têm muito que ver com a com a minha cidade, com a minha terra, com o meu concelho, com os meus amigos”, afirmou Alberto Santos.

As histórias que inspiraram os seis romances do escritor penafidelense, apesar de serem praticamente desconhecidas, anotou, surgem das vivências do escritor.

 

Alberto Santos, com Hélder Quintela, diretor adjunto do Tâmegasousa.pt, que conduziu a entrevista ao escritor | FOTO: Armindo Mendes

 

Segundo Alberto Santos, “as obras não nascem por acaso, mas por vezes os tópicos que levam a que uma obra possa nascer são acasos e são entretantos”.

“São conversas, são pequenas leituras, são pequenas viagens que nos põem em contato com uma determinada personagem, mesmo que seja de outra época, ou com um facto que de tão inusitado leva a questionar e a perguntar se pode ser uma história”, contou.

Apesar de os próximos meses serem principalmente de divulgação e contacto com os leitores para apresentação de “Senhora das Índias”, Alberto Santos tem na sua simbólica mochila três histórias.

 

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