Os quatro agrupamentos de escolas do concelho de Penafiel iniciam em pleno o ano letivo de 2022/2023 com 23 professores em falta, mas os diretores indicam não estar preocupados com a situação, acrescentando que se resolverá, a breve prazo.
Em declarações ao Expresso de Penafiel, os diretores dos Agrupamentos de Escolas Joaquim de Araújo, D. António Ferreira Gomes, Penafiel Sudeste e Pinheiro asseguraram ter “tudo a postos” para o início das aulas, na sexta-feira, e manifestaram estar “com as expectativas em alta” para o regresso à normalidade, depois de dois anos marcados pelas limitações impostas no âmbito da pandemia da covid-19.
À semelhança daquilo que é a realidade nacional, Penafiel também inicia o ano letivo com docentes por colocar.
O Agrupamento de Escolas Joaquim de Araújo, constituído por treze estabelecimentos, entre o pré-escolar e o 12.º ano, é quem regista a maior falta de professores no arranque nas aulas, com 11 docentes por colocar.
“Falamos maioritariamente de situações de atestados médicos e de docentes que têm mais de 60 anos e que só têm 14 horas de horário”, explica o diretor Amândio Azevedo, acrescentando que já fez o pedido de todas as substituições temporárias.
“É uma situação que não nos causa preocupação, porque, se tudo correr bem, ainda esta semana deverão já cá estar oito e na próxima, chegarão os outros três”, assegurou.
No Agrupamento de Escolas de Penafiel Sudeste, que engloba oito estabelecimentos, do pré-escolar ao 3.º ciclo do ensino básico, faltam sete professores.
“São professores dos 2.º e 3.º ciclos. No pré-escolar e 1.º ciclo temos tudo colocado”, detalhou o diretor António Sorte Pinto, explicando que também está “a tratar das substituições”, acrescentando que espera ter “na terça ou quarta-feira a totalidade das ausências já esteja resolvida”.
No Agrupamento de Escolas D. António Ferreira Gomes, composto por nove unidades orgânicas, desde o pré-escolar ao 9.º ano, faltam cinco docentes.
Situação que, Célia Silva, adjunta da direção, diz “não causar nenhuma preocupação”, uma vez que, argumenta, “a expectativa é que, na sexta-feira, fique resolvida na terceira reserva de recrutamento”.
O Agrupamento de Escolas de Pinheiro, que integra uma escola de ensino básico e secundário, bem como sete escolas do básico com educação pré-escolar, é o único que funciona com o corpo docente em pleno.
“Não nos faltam professores. Somos uns privilegiados”, declarou a diretora Luísa Coelho.



