O orçamento da Câmara de Felgueiras, no distrito do Porto, para 2025, já aprovado pelo executivo, no valor de 79,8 milhões de euros, prevê “a maior redução de impostos de sempre para famílias e empresas”, segundo uma nota de imprensa.
“A autarquia continua com determinação para fazer de Felgueiras um concelho melhor, com uma dinâmica local, direcionada para as famílias, para as crianças, para os jovens, para os seniores, para os mais vulneráveis, para os trabalhadores, para a atratividade do investimento externo e nunca esquecendo o crescimento e desenvolvimento da economia local”, assinala o presidente Nuno Fonseca.
Ainda segundo o autarca daquele município do distrito do Porto, está previsto na gestão do próximo ano o maior aumento de sempre do investimento para as freguesias, na rede de saneamento e na requalificação de rede viária.
O orçamento aponta para a manutenção do valor mínimo definido por lei do Imposto Sobre Imóveis.
Na participação variável no IRS, pelo terceiro ano consecutivo, haverá uma redução, fixando-se em 4,00%.
Quando à derrama, refere-se que estarão isentas as empresas com volume de negócios até 150 mil euros.
Nuno Fonseca defende que “o orçamento é assente numa perspetiva credível e realista que permite a sua capacidade de execução e garante a sustentabilidade económica e financeira do Município de Felgueiras”.
O documento foi aprovado pela maioria Livre/PS, que tem sete dos nove lugares do executivo.
PSD votou contra a critica o alto endividamento da autarquia
O PSD, única força de oposição, votou contra, por considerar que o orçamento para 2025 significa “muitos impostos, alto endividamento e falta de visão estratégica”.
“Este orçamento reflete uma redução de quase 10% face a 2024, colocando Felgueiras em contraciclo com outros municípios, consideram os dois vereadores da oposição.
Aquele partido critica o passivo financeiro da câmara que, refere, “aumentará 437% devido a novos empréstimos de médio e longo prazo, agravando o endividamento municipal”.
Indica ainda que o orçamento prevê um aumento de 11,86% nos impostos diretos, superando os 11 milhões de euros em receitas, sem qualquer alívio fiscal para os munícipes.
Os social-democratas consideram o orçamento “desequilibrado, com foco excessivo em obras de curto prazo, negligenciando necessidades sociais e estruturais mais urgentes”.








