InícioPolíticaFELGUEIRAS: Nuno Fonseca é arguido no caso do aterro sanitário de Sendim

FELGUEIRAS: Nuno Fonseca é arguido no caso do aterro sanitário de Sendim

Autarca e atual líder da CIM do Tâmega e Sousa alega que o alegado crime ambiental remonta ao período que em que o PSD governava o município

 

O presidente da Câmara de Felgueiras, Nuno Fonseca, informou ter sido constituído arguido, pela alegada prática de um crime ambiental, no âmbito de um processo judicial relacionado com o aterro sanitário de Sendim, de acordo com uma notícia do Semanário de Felgueiras.
“Fui constituído arguido num processo pelo Ministério Público, que diz respeito a um assunto que se arrasta há muitos anos nesta Câmara municipal, que tem a ver com o aterro municipal de Sendim, apesar de estar encerrado e de já ter sido decretado aqui o encerramento da EMAFEL [empresa municipal que geria o equipamento]”, referiu o autarca na última sessão da Assembleia Municipal.

 

“Isto permite dar o direito de me defender”

 

Nuno Fonseca acrescentou: “Tratando-se de um crime ambiental, a pessoa responsável não é o Município, não é nenhuma empresa municipal, não é nenhum administrador, não é o presidente da Câmara, é o Nuno Fonseca, porque, ao mesmo tempo, é presidente da Câmara Municipal de Felgueiras. Portanto, é pessoal. Fui nessa qualidade constituído arguido”.
O presidente disse olhar para este caso “de forma tranquila” do ponto de vista daquilo que é a sua ação “para minimizar as questões que estão subjacentes ao aterro e as diligências que já foram feitas, mais do que registadas e documentadas, e que estão já a ser tratadas”.
“Isto permite dar o direito de me defender”, acentuou, recordando que se trata de um crime ambiental “associado à forma como estava a ser gerido aquele aterro, com antecedentes a este a este executivo municipal, portanto bem anteriores a 2017, o que reporta ao período em que a câmara era liderada por Inácio Ribeiro, do PSD.
O chefe do executivo lamentou que não haja “por parte das autoridades com responsabilidades nesta matéria do ambiente uma solução para resolver o problema” e que, por isso, a autarquia deverá “ponderar seriamente passar o problema para outro lado”.
“Se o problema é o município não ter licença, não poder gerir aquele aterro e poder, portanto, fazer investimentos, temos que ponderar se não teremos que vender”, disse aos deputados.
Nuno Fonseca defendeu que, “independentemente de ele ou amanhã outro presidente de Câmara, independentemente de qual seja o partido, não pode ficar com essa responsabilidade em cima de si próprio”.

 

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