As importações aumentaram 29,6% e as exportações cresceram 24,7% em setembro, face ao mesmo mês de 2021, destacando-se a subida de 51,0% nas importações de combustíveis e lubrificantes, divulgou hoje o INE.
Segundo os dados do comércio internacional do INE, “em setembro de 2022, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de +24,7% e +29,6%, respetivamente (+32,3% e +49,6%, pela mesma ordem, em agosto de 2022), sendo de salientar o aumento nas importações de Combustíveis e lubrificantes (+51,0%)”.
Este aumento deveu-se ao “acréscimo em valor (+39,1%) das importações de Óleos brutos de petróleo, refletindo a subida do preço deste produto no mercado internacional (+62,5%), dado que em volume se verificou um decréscimo (-14,4%)”.
Sem combustíveis e lubrificantes, em setembro deste ano, as importações aumentaram 26,2% e as exportações 23,8%, em termos homólogos (+33,1% e 26,9%, pela mesma ordem, no mês anterior).
Em setembro, os índices de valor unitário (preços) registaram variações homólogas de +18,5% nas importações e +16,2% nas exportações. Excluindo os produtos petrolíferos, as variações foram +12,2% e +13,7%, respetivamente.
O défice da balança comercial de bens agravou-se em 820 milhões de euros face a setembro de 2021 e recuou 677 milhões de euros face ao mês anterior, atingindo 2.699 milhões de euros.
Sem combustíveis e lubrificantes, o défice da balança comercial foi de 1.643 milhões de euros, aumentando 439 milhões de euros contra setembro de 2021.
Relativamente ao mês anterior, em setembro de 2022 as exportações e as importações aumentaram 18,8% e 4,5%, respetivamente (-19,2% e -2,4% em agosto de 2022, pela mesma ordem.
Considerando o trimestre terminado em setembro de 2022, as importações e as exportações cresceram 36,1% e 28,0%, respetivamente, em relação ao mesmo período de 2021 (+40,8% e 32,3%, pela mesma ordem, no trimestre terminado em agosto de 2022).
Em setembro deste ano e em relação ao mesmo mês do ano passado, as exportações apresentaram acréscimos em todas as grandes categorias económicas, destacando-se o aumento de ‘fornecimentos industriais’ (24,3%) – em especial os ‘produtos transformados’ – para Espanha.
Nas importações, destacam-se os acréscimos de ‘combustíveis e lubrificantes’ (51,0%) oriundos de Brasil e os ‘fornecimentos industriais’ (18,6%) de Espanha.
Em setembro de 2022, tendo em conta os principais países parceiros em 2021, o INE salienta o aumento das transações com Espanha (28,8% nas importações e 20,8% nas exportações).
JO // JNM
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