O Município de Lousada tem-se distinguido na última década pelos projetos na área ambiental, seguindo uma estratégia definida em 2013, como assinalou à nossa reportagem o vereador Manuel Nunes, numa visita à Mata de Vilar, um dos projetos mais importantes, no domínio ambiental, daquela autarquia.
“O segredo do que fazemos é pensar a longo prazo. Desenhamos a estratégia municipal para a sustentabilidade, assente em cinco eixos: a investigação e literacia científica, a promoção do conhecimento através da educação ambiental, o envolvimento social e da comunidade, e a promoção da sustentabilidade do município”, revelou ao TâmegaSousa.pt.

Na Mata de Vilar, em Vilar do Torno, uma nova área verde que, depois de vários anos de intervenção e recuperação, começa a ser disponibilizada ao público.
Conversámos, naquele espaço, com o autarca sobre os projetos municipais nas áreas do ambiente, natureza e clima.

“É um lugar mágico, o último reduto daquilo que designamos como a nossa floresta autóctone tradicional e que desapareceu. É a única e maior mancha contínua de carvalho e de outras plantas nativas do território e que persiste neste espaço de 14 hectares, que é um laboratório vivo”, descreveu ao TâmegaSousa.pt, sobre a Mata de Vilar.
“As pessoas sentem que a sua ação faz a diferença”
Para a realização das várias iniciativas ambientais, como o projeto “Bioescola” que já envolveu mais de 60 mil alunos nos últimos cinco anos, o “Lousada Guarda Rios”, a plantação de árvores, a “Paisagem Protegida do Sousa Superior”, o município de Lousada tem contado com o envolvimento da sociedade civil, que se tem assumido como um agente fundamental.

“Obtivemos financiamento por várias vias, mas o que tem feito a diferença é o trabalho de voluntariado. Até 2021, o valor total do voluntariado rondava os 350 mil euros”, sublinhou Manuel Nunes, indicando que, relativamente a projetos futuros, um dos grandes objetivos é alargar o número de áreas protegidas no município de Lousada, para atingir o valor de referência de 30%.
No entanto, o vereador sublinhou que, “para o futuro, a questão não é só o que se vai fazer, mas como vai continuar a envolver as pessoas naquilo que se está a fazer”.



