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Organização do Rali Terras D’Aboboreira prevê maior participação de sempre na edição de 2023 [C/ÁUDIO & VIDEO]

O Rali Terras D’Aboboreira, prova que vai atravessar os concelhos de Amarante, Baião e Marco de Canaveses, está agendado para 28 e 29 de abril. A competição foi apresentada na quarta-feira, no Museu Carmen Miranda, em Marco de Canaveses.

 

O Rali Terras da D’Aboboreira, que será a terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e segunda do calendário do FIA-ERT (European Rally Trophy), apresenta diversas novidades nesta sua edição de 2023.

Para além da inclusão de um troço cronometrado que nunca foi utilizado no CPR, a prova receberá ainda “dois principais troféus ibéricos monomarca da atualidade que promovem o lançamento de jovens pilotos: Peugeot Rally Cup Ibérica e na Toyota Gazoo Racing Iberian Cup”, adiantou António Jorge, presidente da Clube Automóvel de Amarante (CAA), organizador do evento.

“A estes deverão juntar-se vários pilotos estrangeiros e, a este nível, deverão surgir novidades bastante relevantes para a projeção do evento”, acrescentou.

O Rali Terras D’Aboboreira será também pontuável para os Campeonatos de Portugal de Ralis Júnior, de 2RM (duas rodas motrizes), de Clássicos, no Promo, no Start Norte e no Promo Norte.

As expetativas do CAA apontam para que a edição deste ano “seja a mais participada de sempre, devendo alcançar o máximo de inscritos permitido, ou seja, 70 pilotos”, revelou António Jorge, durante a cerimónia de apresentação.

Com uma estrutura desenhada nos concelhos de Amarante, Baião e Marco de Canaveses, a prova do Clube Automóvel de Amarante terá uma extensão de 309,76 km, dos quais 99,18 km serão cronometrados.

A competição arranca no início da tarde de sexta-feira (28 abril) em Marco de Canaveses, mas antes, de manhã, tanto o Free Practice (Treinos Livres) como o Qualifying (Qualificação), e depois o Shakedown, decorrem num troço cronometrado, Marco Rios de Emoção (3,56 km), com passagem nas freguesias de Paredes de Viadores e Manhuncelos, Sande e São Lourenço do Douro, em Marco de Canaveses.

O troço Baião Vida Natural (7,78 km), que será percorrido por duas vezes na tarde do primeiro dia de prova, é novo e nunca antes integrou o CPR. Com uma parte inicial bastante rápida, termina depois numa zona entre muros e mais técnica. A Super-especial Baião Destino Sustentável (1,52 km), no centro de Baião, é igual à versão de 2019.

Já no sábado, o troço de Aboboreira (16,65 km) é praticamente idêntico ao de 2022, já que os primeiros 14.31 km são iguais, com o final na povoação de Charrasqueira, junto à EN 321.

A “especial” do Marão (7,44 km) é uma versão mais curta que a do ano passado e tal deve-se aos efeitos dos incêndios que então deflagraram, deixando a céu aberto zonas completamente desprotegidas. Foram aproveitados apenas os primeiros quilómetros e acaba no Alto dos Padrões, junto na EN 101, que liga Amarante a Mesão Frio.

Por último, o troço de Amarante Natureza Encantada (16,96 km), o mais extenso do rali, corresponde à parte final da classificativa (de 37,24 km) com o mesmo nome utilizada em 2022 no Rali de Portugal. Este ano, os primeiros 13,20 km são iguais à versão utilizada em 2021.

A Sustentabilidade Ambiental é um tema atual e bastante sensível para o Clube Automóvel de Amarante que no decurso da prova vai implementar diversos procedimentos em áreas distintas, como o Parque de Assistência, Zona de Reabastecimento ou as Zonas de Público, entre outras, nas quais será feita a separação de lixo, além de outros cuidados de natureza ambiental.

Na cerimónia de apresentação do Rali Terras D’Aboboreira marcaram presença os presidentes dos municípios de Marco de Canaveses e Baião, Cristina Vieira e Paulo Pereira, respetivamente, e o vice-presidente da Câmara de Amarante, António Jorge Ricardo.

Cristina Vieira assinalou a prova como “um dos eventos nacionais que mobiliza mais público e que maior impacto tem na economia” dos município envolvidos, assim como nas “zonas circunvizinhas”. “Por isso, o consideramos um grande evento de relevante interesse público”, sublinhou.

Paulo Pereira destacou a ideia de que esta “é uma prova especial” porque na Serra da Aboboreira “vão ser cada vez menos as iniciativas que tenham grande pegada ecológica”.

“Não vamos poder ter com regularidade provas desde género na Serra da Aboboreira: Vamos ter que limitar e ser mais seletivos no tipo de eventos que lá vamos ter, mas se temos este é porque achamos que tem todas as condições para os ser”, esclareceu.

Já António Jorge Ricardo garantiu que “é com muito gosto” que o concelho de Amarante está envolvido na organização do Rali Terras D’Aboboreira.

“É um projeto que potencia as nossas terras, a nossa cultura, a nossa gastronomia, ou seja, tudo de bom que temos para dar. Acho que é um bom exemplo que damos, que é os três municípios estarem unidos para tornarem também este evento mais sustentável”, vincou.

Antes da apresentação, e no domínio do plano de sustentabilidade ambiental que o CAA implementará no decurso da prova, através de um conjunto de vários procedimentos, realizou-se, na tarde de quarta-feira, uma ação de plantação de árvores na Serra da Aboboreira, com a presença de membros dos três municípios comuns à cadeia montanhosa, de pilotos e de outras entidades.

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