InícioPolíticaPaços de Ferreira não compreende veto do PR à desagregação de freguesias

Paços de Ferreira não compreende veto do PR à desagregação de freguesias

A freguesia de Paços de Ferreira reagiu hoje com surpresa e não compreende o veto do Presidente da República à desagregação de freguesias, disse à Lusa a secretária Paula Ferreira.

 

“Ainda estou incrédula. Não se compreende esta reação do senhor Presidente, que nos surpreende, porque vai contra a vontade das populações e dos órgãos autárquicos que votaram por unanimidade esta desagregação”, afirmou.

O Presidente da República vetou, na quarta-feira, o decreto do parlamento que desagrega 135 uniões de freguesias, repondo 302 destas autarquias locais, colocando dúvidas sobre a transparência do processo e a capacidade de aplicação do novo mapa.

Marcelo Rebelo de Sousa questiona “a capacidade para aplicar as consequências do novo mapa já às eleições autárquicas de setembro ou outubro deste ano, daqui a pouco mais de seis meses”, e afirma que esta foi a questão “decisiva” para o seu veto.

 

“Isto provoca ainda um maior distanciamento entre os órgãos de soberania e as populações”

 

Contudo, para a número dois da freguesia de Paços de Ferreira, é “incompreensível” o veto presidencial, depois de “tanto trabalho” neste dossier para se conseguir a aprovação na Assembleia da República.

“Isto provoca ainda um maior distanciamento entre os órgãos de soberania e as populações”, lamentou.

Aquela freguesia, com cerca de 10.000 habitantes, é o resultado da agregação, em 2013, de Paços de Ferreira (cidade) com Modelos, uma localidade mais pequena contígua à sede do concelho.

Paula Ferreira, que foi autarca em Modelos, explicou que é na sua antiga freguesia que há mais vontade de voltar ao modelo anterior, porque o atual “tirou identidade” à localidade, criando descontentamento nas populações, que não se conformam.

“Aquilo não foi uma agregação, foi uma extinção, porque Modelos nem sequer está no nome da união de freguesias que foi criada”, apontou.

Apesar do veto presidencial, a secretária da Junta de Freguesia de Paços de Ferreira disse ainda acreditar que o parlamento possa reverter aquela decisão e, dessa maneira, avançar o processo de desagregação, “de acordo com a votante expressa pela população”.

 

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