A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) fiscalizou, nesta época de vindimas, 600 operadores, 19 dos quais apresentando irregularidades, mas sem porem em causa a qualidade do produto, foi hoje revelado.
“Detetámos 19 situações nestes 600 operadores, mas é uma percentagem bastante reduzida perante o normal de deteção de situações”, disse aos jornalistas o inspetor-geral Luís Filipe Loureço.

O responsável frisou que, até ao momento, não tinham sido detetadas situações que “ponham em causa a qualidade ou a segurança do produto”.
Luís Filipe Loureço falava na manhã de hoje quando acompanhava uma operação de fiscalização na rotunda de acesso à Autoestrada 4 e à variante à EN 211, em Recesinhos, Penafiel, no distrito do Porto, no âmbito da época da campanha de vindimas que decorre em todo o país, em articulação com a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes e GNR.
Nessa operação, as autoridades ordenaram a paragem de várias viaturas de mercadorias para fiscalização do produto e da documentação.
“A ASAE fiscaliza toda a cadeia neste setor e esta é uma das fases da cadeia, o transporte dos serviços, que nós temos de garantir a qualidade, de região demarcada, que há uma concorrência leal entre os operadores económicos”, explicou o inspetor-geral.

Dora Simões, presidente da Comissão de Vitivinicultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), acompanhou a ação das autoridades, destacando aos jornalistas a importância da fiscalização para “garantir que os produtos são efetivamente aqueles que estão a ser produzidos na região, no quadro de rastreabilidade que a comissão faz na sua certificação de vinhos”.
Para a responsável, os vinhos verdes certificados pela CVRVV são vendidos por um preço mais elevado, justificando-se, por isso, “garantir a qualidade e a genuinidade do produto comercializado nesta região”.
O secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, também acompanhou a ação de fiscalização, que considerou importante no âmbito da articulação que tem havido entre os ministérios da Economia e da Agricultura.
O governante destacou a relevância da fiscalização, na perspetiva da defesa do consumidor, “para se garantir produtos de qualidade e seguros”.
Recordando a importância da vitivinicultura na economia do país, apontou para a necessidade de, com estas ações, “garantir que há aqui uma concorrência saudável e que o setor [do vinho] trabalha dentro de um quadro harmonioso e seguro”.
APM.
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