“Penafiel transforma-se num autêntico centro comercial ao ar livre” – diz o presidente da Câmara
O São Martinho de Penafiel, que hoje arranca naquela cidade do distrito o Porto, aguarda centenas de excursões oriundas de vários pontos do país e também de muitos visitantes da Galiza, disse hoje o presidente da câmara.
“Nos últimos anos, temos assistido a um número muito grande de visitantes da Galiza para participarem na nossa feira. E também são esperadas centenas de autocarros que vêm de todo o país, em excursões. São verdadeiras romarias ao nosso São Martinho”, anotou Antonino de Sousa.
O autarca falava aos jornalistas na abertura da secular Feira de São Martinho, que terá na segunda-feira, 11 de novembro, dia consagrado ao santo e feriado municipal, o seu ponto mais alto.
Como ocorre todos os anos, a cidade fecha as artérias principais ao trânsito automóvel para se encher de dezenas de milhares de pessoas ao longo do programa que se estende até 20 de novembro.

“Penafiel transforma-se num autêntico centro comercial ao ar livre”, exclamou o presidente da câmara, indicando que a cidade vai ser “invadida” por mais de 300 feirantes, para venderem um pouco de tudo. Os agasalhos de inverno, hortícolas e frutos secos, sobretudo as castanhas, são alguns dos produtos mais procurados, segundo a tradição.
A autarquia tem tudo preparado, no âmbito de um plano de segurança elaborado pelo pelouro da Proteção Civil, que prevê a presença de dezenas de militares da GNR.
“Temos uma presença muito significativa da GNR, porque quando se trata de milhares de pessoas é muito importante acautelar as questões de segurança”, anotou.
A chegada de centenas de autocarros à cidade, a partir deste fim de semana, também é precedida por uma preparação, envolvendo as agências que organizam as excursões e o pelouro do Turismo da autarquia. Nesse contexto, tudo é acautelado previamente, incluindo locais para pernoitar e pontos para as refeições dos visitantes.
“As coisas funcionam bem. Eles [condutores dos autocarros] conhecem os locais mais adequados para o estacionamento. Temos vindo a criar mais alternativas para os autocarros e, felizmente as coisas têm corrido bem”, referiu Antonino de Sousa.
A presença de tanta gente na cidade ao longo de vários dias tem um impacto grande na economia local. Restaurantes e unidades hoteleiras têm lotação esgotada, por vários dias.
“São muitos milhares de euros que ficam cá ao longo destes dias, porque as pessoas vêm, consomem e fazem as suas compras, seja na restauração ou nos feirantes”, referiu.

As provas do vinho novo são os momentos altos da feira. Numa tenda gigante, quatro adegas da região (Penafiel, Amarante, Lousada e Felgueiras), com as suas pipas, dão a provar o vinho verde tinto das últimas vindimas, tão apreciado na região, em canecas ou tigelas típicas, que acompanha os petiscos habituais, como os rojões, as pataniscas, as castanhas assadas e as tortas de São Martinho.
“O vinho que é escolhido para o São Martinho é sempre o melhor. Por isso, quem apreciar um bom verde tinto pode vir com tranquilidade, porque vai encontrar aqui vinho muito bom, segundo dizem os diretores das adegas presentes”, acentuou o autarca.
Antonino de Sousa anotou, a propósito, que se trata de um momento bom para as adegas, “porque é também uma oportunidade para escoarem o seu vinho, de se darem a conhecer”.
“É bom para o negócio do vinho verde”, resumiu, apontando para as adegas, prevendo que este ano não faltarão canecas, numa alusão ao facto de no ano passado terem acabado antes do fim da feira.
“Com certeza que, este ano, a adegas reforçarão o número de canecas. Se há coisa que nós não queremos que aconteça é que ninguém venha ao São Martinho sem provar o nosso verde tinto”, disse.



