Paços de Ferreira, 07 abr (Lusa) – O presidente da Câmara de Paços de Ferreira, Pedro Pinto (PSD) admite pôr à consideração do Provedor de Justiça as portagens que estão a ser cobradas nas antigas SCUT do norte do país.
Em declarações à agência Lusa, o autarca sustenta que o Governo, ao anunciar a suspensão de introdução de portagens que estavam previstas até dia 15 em várias SCUT do país,” está a violar o princípio da universalidade” que usou para contestar nos tribunais os argumentos dos autarcas do Vale do Sousa.
Pedro Pinto diz que a suspensão de introdução das portagens nas restantes SCUT do país “é uma boa” notícia no sentido em que dará mais força aos argumentos que os autarcas da região têm apresentado em tribunal na apreciação das providências cautelares.
Pedro Pinto adiantou que, face aos desenvolvimentos dos últimos dias, vai pôr à consideração dos seus colegas do Vale do Sousa, numa reunião marcada para o dia 11, a possibilidade de ser pedida a intervenção do Provedor de Justiça.
“O critério da universalidade foi furado pelo governo”, reafirmou à Lusa.
O edil de Paços de Ferreira insiste, por outro lado, que as portagens nas restantes SCUT do país só não avançou “porque o Governo não quis”.
“Faltava apenas fazer uma portaria”, lembrou.
O concelho de Paços de Ferreira e os vizinhos municípios de Lousada e Felgueiras são servidos pela antiga SCUT do Grande Porto. Desde 15 de outubro do ano passado que são cobradas portagens nesta autoestrada.
APM.
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