Início Áudio Presidente do Aliados de Lordelo defende novo formato competitivo para retoma da Elite (C/ÁUDIO)
Presidente do Aliados de Lordelo defende novo formato competitivo para retoma da Elite (C/ÁUDIO)

Presidente do Aliados de Lordelo defende novo formato competitivo para retoma da Elite (C/ÁUDIO)

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O presidente do Aliados de Lordelo, Filipe Carneiro, defende um novo formato competitivo para a retoma da Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto (AFP).

 

O dirigente diz que um eventual regresso da competição em abril, com duplas jornadas semanais, será fisicamente desgastante para os jogadores e financeiramente dispendioso para os clubes. Por isso, considera que a solução adotada pela Associação de Futebol de Aveiro (AFA) deveria ser replicada no Porto.

Ou seja, fim imediato do campeonato sem lugar a despromoções e criação de uma prova final, com o intuito de encontrar as equipas a ser promovidas ao Campeonato de Portugal (CdP) e as que terão uma vaga na próxima edição de Taça de Portugal.

Esta competição seria de acesso facultativo e ajustada de acordo com o número de equipas inscritas, as quais iniciariam a sua participação com metade dos pontos obtidos até à paralisação do campeonato, corrigidos com o coeficiente obtido pelo número de pontos e jogos realizados.

“A solução encontrada pela associação de Aveiro parece-me ser a mais ponderada, considerando o estado debilitado dos clubes ao nível financeiro. Esta fase terminaria, não desceria ninguém, os pontos seriam reduzidos a 50% e apenas se inscreveriam numa nova prova aquelas que ainda aspiram a subir de divisão”, explica.

 

 

Apesar de defender este modelo de prova, Filipe Carneiro reconhece que “é mais difícil de colocá-lo em prática na associação do Porto porque tem mais jogos disputados do que outras associações”.

“Se isto fosse ponderada, o Aliados de Lordelo iria até ao fim. Apesar de não estarmos nos dois primeiros lugares, que dão acesso à ‘poule’ de subida, estamos perfeitamente na luta. Neste cenário de ser disputado este mini-campeonato, de certeza que nos inscreveríamos”, garantiu.

No entanto, a possibilidade que mais tem sido insistentemente falada nos bastidores é o regresso da Divisão de Elite em abril, com a realização de dois jogos por semana, ao domingo e há quarta-feira.

Uma hipótese que, na opinião de Filipe Carneiro, seria financeiramente muito penalizadora, já que “arrastaria o campeonato até meados de julho”, e provocaria o aumento de custos para os cofres dos clubes já depauperados devido ao impacto da pandemia da covid-19.

“Com certeza não há nenhum clube com grande folga financeira e esta solução criaria um problema, já que todos os custos com a época desportiva seriam arrastados mais dois meses, para além dos encargos com a realização de jogos. Neste momento, ninguém quer que o campeonato acabe da forma como terminou no ano passado. Mas também queremos concluir a época com o mínimo de custos”, diz.

 

 

Já a solução de encerrar o principal escalão da AF Porto logo após a conclusão da primeira volta é uma hipótese “sem cabimento”, no entender do presidente do emblema do concelho de Paredes.

“Não tem lógica, porque há muitas equipas que se reforçaram durante esta paragem para disputarem o campeonato até ao fim e para conseguirem atingir os seus objetivos, quer seja para não descer, quer para subir. E agora, ao fim de três jornadas, virem dizer que é para acabar, isso é que seria desvirtuar o campeonato. Seria muito mau”, defende.

 

 

Quanto ao novo fundo de apoio, anunciado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), e destinado a ajudar as equipas das provas distritais que foram obrigados a suspender a sua atividade, devido à pandemia da Covid-19, o presidente do Aliados de Lordelo considera que “é brincar com os clubes”.

Recorde-se que este programa de auxílio, com um valor global de 2,2 milhões de euros, terá uma parte a fundo perdido e outra a título de empréstimo a liquidar até à época 2024-25. Cada Associação receberá 15 mil euros, mais um valor variável por cada clube que se encontrava em ação em janeiro nas provas distritais.

“A informação que me deram é que o Aliados de Lordelo poderá ser contemplado com 1500 euros. Este é um valor que não dá para pagar os encargos de três ou quatro jogos. Tudo o que nos derem é bem-vindo, mas 1500 euros é muito pouco para os prejuízos que temos sofrido”, sustenta.

 

 

“Neste momento, só os dirigentes dos clubes distritais é que têm a noção do esforço que está a ser feito para conseguir manter a atividade dos clubes, porque isto tem sido ruinoso”, sublinha Filipe Carneiro.

O Aliados de Lordelo ocupa o oitavo lugar da Divisão de Elite, com 22 pontos, a cinco de distância de um lugar de acesso à fase de promoção. O conjunto paredense perdeu recentemente três pontos na secretaria, devido a utilização irregular de um atleta no jogo com o FC Lixa, disputado a 27 de dezembro do ano passado, no Estádio Senhor do Amparo, e que havia vencido, por 2-0.

 

 

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