O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, Júlio Mesquita, disse, na tomada de posse da mesa administrativa, que a instituição que lidera é a que mais contribui para a economia social do município.
“Somos uma instituição com 155 utentes e centenas de utentes”, disse, numa cerimónia que contou com a presença do Bispo Auxiliar do Porto, António Augusto Azevedo, do presidente da Câmara de Penafiel, Antonino de Sousa, e demais elementos dos órgãos sociais da Misericórdia de Penafiel.
O provedor reeleito afirmou que, com a tomada de posse da mesa administrativa, abre-se um novo ciclo para o próximo quadriénio, prometendo manter a mesma determinação e vontade em continuar a zelar pela instituição as prioridades da instituição.

Falando dos anseios da sua direção, Júlio Mesquita apontou que o utente e o seu bem-estar continuarão a ser uma das prioridades da mesa administrativa que foi, agora, empossada.
Júlio Mesquita destacou, também, a necessidade da instituição prosseguir com a valorização e requalificação do seu património, reconstruir algumas habitações na Rua do Carmo, concentrar numa cozinha as cinco existentes, com o objetivo optimizar recursos.
Outras das prioridades da mesa administrativa passa por reconverter o Lar Oliveira Mendes ou construir um edifício de raiz para acolher utentes com problemas mentais.

“A instituição tem sido solicitada, cada vez, mais, por pessoas com problemas do foro mental”, avançou, sublinhando que em quatro ou cinco candidatos a pedir para entrar na Misericórdia de Penafiel, um a dois sofrem de problemas do foro mental.
Ao tamegasousa.pt, o responsável pela instituição vincou, também, que a realização destas obras estão dependentes de fundos e candidaturas que a instituição possa vir a candidatar-se.
O responsável pela mesa administrativa da Misericórdia de Penafiel recordou que a requalificação da Igreja da Misericórdia, localizada em pleno pulmão da cidade, deverá iniciar a curto prazo.
A obra está orçada em cerca de um milhão de euros.

Na sua intervenção, o provedor explicou que conseguiu reverter a difícil situação financeira em que se encontrava a instituição, passando de um saldo negativo para positivo.

Júlio Mesquita, aproveitando a presença do chefe do executivo, requereu a Antonino de Sousa, uma maior agilização dos processos referentes às obras que a instituição anseia fazer assim como isenção das taxas a pagar.
Na resposta, o autarca penafidelense acedeu ao repto lançado pelo responsável da mesa administrativa, tendo elogiado o trabalho realizado pela instituição a nível organizativo.
Júlio Mesquita foi eleito em lista única com “96% dos votos.
Lúcia Marinheiro foi eleita presidente da mesa da assembleia geral e como presidente do conselho fiscal, também conhecido por definitório, Eduardo Nunes.