A cidade de Penafiel poderá voltar a fazer história no panorama cultural internacional já no próximo mês de outubro. Após ter acolhido o Prémio Nobel da Literatura José Saramago em 2009, a organização do festival Escritaria aguarda agora com grande expectativa a confirmação de outro vulto histórico global: José Ramos-Horta, atual Presidente de Timor-Leste e vencedor do Prémio Nobel da Paz em 1996.
O convite formal já foi lançado, conforme revelou ao Tâmegasousa.pt o presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Pedro Cepeda. Em declarações sobre os preparativos do evento, o autarca não escondeu o orgulho e o simbolismo que esta visita traria para a cidade.
“O Escritaria em Penafiel já teve um Prémio Nobel, o Prémio Nobel da Literatura José Saramago em 2009, e seria obviamente uma honra muito grande termos agora um Prémio Nobel da Paz a participar no Escritaria. O convite já foi feito e, obviamente, ficamos na expectativa de que o senhor Presidente da República de Timor possa estar connosco”, afirmou.
Um convite marcado pelo afeto e pela amizade
Para além do enorme prestígio institucional e diplomático, a eventual vinda de José Ramos-Horta a Penafiel reveste-se de um caráter profundamente humano e literário.
O Presidente timorense é amigo pessoal e muito próximo do escritor Luís Cardoso, cuja obra vai ser este ano homenageada no festival.
De acordo com Pedro Cepeda, este encontro em solo penafidelense “significaria muito” para o autor lusófono.
Adicionalmente, o autarca sublinhou a conhecida “relação de grande afetividade e de grande proximidade” que Ramos-Horta mantém com Portugal, alimentando o otimismo do município em ver este desejo concretizado já na edição de outubro do Escritaria.




