Num esforço conjunto para salvaguardar o património natural da região, a Guarda Nacional Republicana (GNR) e o Município de Amarante apresentaram hoje, publicamente, o dispositivo humano e material que estará empenhado na vigilância e prevenção de fogos florestais na serra do Marão.
A cerimónia, realizada em Amarante, serviu para demonstrar a prontidão de viaturas, militares e, em particular, de seis binómios de cavalaria que vão percorrer os pontos mais sensíveis da serra.

Autarquia foca-se na cooperação e apresenta números da prevenção
O presidente da Câmara Municipal de Amarante, Jorge Ricardo, abriu a sessão de discursos sublinhando que “a proteção da floresta e das populações é hoje um dos maiores desafios que enfrentamos enquanto comunidade”.

O autarca destacou o papel crucial da GNR no patrulhamento da serra do Marão, apontando o simbolismo e a eficácia desta operação desenvolvida em estreita cooperação com o município.
“A serra do Marão é muito mais que uma paisagem. É um dos maiores patrimónios naturais do norte do país e um símbolo da identidade do nosso concelho”, afirmou Jorge Ricardo.

O presidente da câmara aproveitou o momento para detalhar o trabalho preventivo que a autarquia tem realizado no terreno, partilhando dados concretos das intervenções feitas até à data:
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Gestão de combustível: Já foram intervencionados cerca de 125 hectares de faixas de gestão de combustível ao longo das vias de circulação.
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Limpeza e acessos: Foi assegurada a manutenção de cerca de 105 quilómetros de caminhos florestais.
Jorge Ricardo enalteceu ainda o envolvimento de escuteiros e outros jovens voluntários que se associam ao patrulhamento florestal diário, lembrando que “a prevenção começa nos pequenos gestos” e agradeceu o profissionalismo de todos os envolvidos, desde os bombeiros aos sapadores e conselhos de baldios.
GNR destaca o papel diferenciador da cavalaria no terreno

Seguiu-se a intervenção do coronel Paulo Serra, comandante do Comando Territorial do Porto da GNR, que começou por retribuir o reconhecimento ao Município de Amarante “pela estreita colaboração, disponibilidade e confiança que mantém depositada na Guarda Nacional Republicana”.

O comandante recordou que a Operação Floresta Segura vai muito além de um mero dispositivo operacional, sendo antes uma afirmação de proximidade e determinação em “proteger pessoas, proteger bens e proteger o património natural”.
“A eficácia da prevenção não resulta apenas dos meios empregues. Resulta, acima de tudo, da capacidade de trabalharmos em conjunto”, defendeu o coronel Paulo Serra.
Um dos pontos altos do discurso do comandante foi a importância atribuída aos binómios de cavalaria. Num território complexo e exigente como a serra do Marão, o coronel explicou que o cavalo continua a ser um aliado indispensável:
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Acessibilidade e ambiente: Permite chegar a locais onde outros meios não chegam, com um impacto e perturbação mínimos sobre a fauna e os ecossistemas.
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Capacidade de observação: Garante uma visão privilegiada e uma deteção precoce de quaisquer indícios de risco.
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Proximidade humana: O cavalo facilita o diálogo e aproxima as populações dos militares, permitindo ações de sensibilização muito mais eficazes.

O coronel Paulo Serra terminou dirigindo-se diretamente aos militares que iniciam agora esta exigente missão, instando-os a honrar a farda e a história da instituição: “Façam desta missão um exemplo de profissionalismo, disciplina, disponibilidade e proximidade”.

Com o dispositivo agora apresentado e em pleno funcionamento, a serra do Marão conta com uma cobertura reforçada onde a vertente da proximidade e a intervenção prévia prometem ser as principais armas no combate aos fogos rurais.



