A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) iniciou a realização de
biópsias prostáticas de fusão por via transperineal, reforçando a capacidade de resposta do Serviço de Urologia e disponibilizando aos utentes da região um método de diagnóstico mais preciso, seguro e eficaz para o cancro da próstata.
Utilizada em centros de referência europeus, esta técnica permite aumentar a
precisão do diagnóstico, melhorar a capacidade de deteção da doença e reduzir o
risco de complicações associadas ao procedimento.

Segundo o diretor do Serviço de Urologia da ULSTS, Fernando Vila, “a introdução
desta técnica permite oferecer aos nossos doentes a possibilidade de realizar este
exame na nossa ULS, de acordo com as melhores práticas clínicas atuais”.
A biópsia prostática consiste na recolha de pequenos fragmentos da próstata para
análise, permitindo confirmar ou excluir a presença de cancro.
A tecnologia de fusão integra as imagens da ressonância magnética com as imagens ecográficas obtidas em tempo real durante o procedimento, possibilitando identificar com maior rigor as áreas suspeitas e orientar a colheita das amostras de forma mais precisa.
De acordo com Fernando Vila, “as principais vantagens desta técnica são a maior
sensibilidade do exame, reduzindo a necessidade de repetir biópsias, e a menor
taxa de complicações, nomeadamente pela redução do risco de infeção”.

