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VÍDEO: A honra de servir Amarante: José Luís Gaspar distinguido com Medalha de Honra (4K)

Perante uma plateia atenta, Gaspar subiu ao palco para um discurso marcado pela humildade e pela consciência do dever cumprido

“Servir a minha terra e as minhas gentes foi e será sempre a maior honra da minha vida”, declarou José Luís Gaspar, antigo presidente da Câmara Municipal de Amarante, ao receber a Medalha de Honra da cidade durante as celebrações do Dia do Município, na passada quarta-feira. A cerimónia, realizada num Cineteatro de Amarante lotado, serviu como palco para um reconhecimento público e emotivo do seu percurso político na região.

 

 

 

O antigo autarca contextualizou o momento, afirmando que recebe a distinção “com uma honra pessoal, naturalmente, mas também como o reconhecimento de um percurso que nunca foi individual”.

Segundo o ex-autarca, a vida de um presidente de câmara é feita de “decisões, de dificuldades, de conquistas”, mas defendeu que, acima de tudo, o legado político de Amarante é “uma obra coletiva”.

 

“Amarante fez um caminho importante, mas este é um trabalho que nunca está concluído”

 

O discurso revelou uma faceta mais pessoal ao abordar as críticas que enfrentou. Com o tom de ironia que lhe é característico, o antigo edil recordou os opositores: “Há sempre medo, ou receia, que são pessoas mal amadas e mal formadas, mas, olhe, vai ter de conviver com isso”. Contudo, enfatizou que os “grandes amarantinos” sempre souberam criticar e, mais importante, “sempre souberam exigir aquilo que é deles por direito”.

Num gesto de reconhecimento pela colaboração ao longo dos anos, Gaspar nomeou explicitamente os vereadores que partilharam consigo as “responsabilidades executivas”. Numa lista de agradecimentos, mencionou figuras como Lucinda Fonseca, André Magalhães, Adriano Santos, Rita Baptista, António Ribeiro, Ana Reis, Joana Rita Abreu e Dalila Ribeiro. Reservou um agradecimento especial aos antigos colaboradores, como António Araújo e Carlos Carvalho, sublinhando que, em conjunto com o Jorge Mendes, tiveram um “papel muito importante” no projeto que, em 2009, se tornou na base da governação que viria a ser implementada.

A visão de futuro não ficou esquecida. “Amarante fez um caminho importante, mas este é um trabalho que nunca está concluído”. O antigo presidente encerrou a sua intervenção agradecendo à sua família — “pela compreensão, pela paciência e pelo apoio” — e aos cidadãos que, “muitas vezes de forma discreta, dão diariamente o melhor de si”, reiterando a sua crença na força da comunidade amarantina para continuar a crescer e a evoluir.

 

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