Com ovos, açúcar e farinha como ingredientes utilizados na quantidade certa, seguindo uma receita com mais de três séculos, e cozido em fornos tradicionais com mais de 100 anos, assim se produz o Pão de Ló no fornecedor da Casa Real e Ducal Portuguesa, a Casa do Pão de Ló de Margaride, situada no centro da cidade de Felgueiras.
https://youtu.be/vNu13dHq-SY
O TâmegaSousa.pt foi conhecer o processo de fabrico deste doce tradicional, com Guilherme Lickfold, proprietário da Casa do Pão de Ló de Margaride, bem como alguns momentos e personalidades marcantes da sua história, onde sobressaem mulheres como Clara Maria e Leonor Rosa da Silva, com o historiador Carlos Ferreira.

“O Pão de Ló de Margaride surgiu, segundo a tradição, em 1730, sendo que, no século XIX, teve um grande crescimento devido à ação de Leonor Rosa da Silva, a qual, apesar de não ter sido a primeira a produzir pão de ló, foi a que mais impulsionou este doce”, explicou Carlos Ferreira à nossa reportagem.

Em resultado das alterações dos padrões de consumo, a procura por este doce, que começou por ser denominado por pão leve, diminuiu ao longo dos últimos anos.

No entanto, o seu consumo extravasa as fronteiras da região do Tâmega e Sousa e os produtores, em resultado da pandemia e da necessidade de estarem presentes em novos mercados, adaptaram-se, passando a comercializá-lo também através da Internet.

“A tendência de vendas online tem sido em crescendo e, atualmente, representam mais de 10%, cerca de 15%, o que já é significativo”, revelou Guilherme Lickfold.
Relativamente ao consumo, o responsável pela Casa do Pão de Ló de Margaride referiu ao nosso jornal que, “apesar de as vendas serem ainda consideráveis, em termos de quantidade, os tempos são diferentes e de menor consumo, mas continua ser um negócio próspero, com vendas consideráveis”.

IMAGEM E EDIÇÃO VÍDEO: Armindo Mendes
TEXTO: Hélder Quintela








